Cuidado com o Rafeiro! Não é que morda, mas podes pisá-lo sem querer...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal novo, amizade nova!

(por motivos narrativos e por que me apetece, este texto foi escrito na terceira pessoa)

Natal. Ah, essa época maravilhosa, em que as pessoas parecem felizes e o mundo um bom lugar para se viver. Rafeiro gostava mesmo deste período do calendário, mesmo tendo em conta todo o seu conturbado historial com o Pai Natal.

É um facto que o velhote continuava sem lhe dar a televisão Híper LED que sempre suplicou, mas Rafeiro reconhecia que nem sempre tinha sido simpático para com ele. Talvez em determinadas ocasiões até tenha ido longe demais, como quando o acusou de maus tratos às renas ou besuntou as rédeas do trenó com super-cola. Já para não falar da vez que o denunciou à Inspecção do Trabalho, por usar espécies protegidas no fabrico das prendas. Ou mesmo quando forrou a chaminé com arame farpado…

Mas tudo isso iria ficar para trás. Afinal, Rafeiro sentia-se agora mais adulto, mais responsável, e seguramente o Pai Natal não iria deixar de notar isso.

Como tal, Rafeiro decidira esperar pacientemente pelo gordalhufo para lhe poder dar um abraço e dizer que tudo estava perdoado, que aquela época festiva marcasse não só o nascimento do Menino Jesus mas como também de uma nova amizade.

Estava Rafeiro com um sorriso nos lábios e envolto nestes pensamentos quando se apercebeu da entrada do Pai Natal. Antes que pudesse dizer algo, este grita:
Pai Natal - Olha o palhacito do Rafeiro! Então, pronto para receber mais um par de meias?
Rafeiro – PUM!

Talvez para o ano…

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

PS: Feliz Natal, rafeirosos!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Porque me olhas assim?

Todos nós conhecemos um tipo estranho. O que quero dizer com isto é que, em cada círculo de amigos, há pelo menos um exemplar que não nos admiraremos quando um dia vier na capa do Correio da Manhã. Será nessa altura que nos entrevistarão e que diremos algo do género:
- Pois, o Etelvino realmente era um tipo reservado, mas nunca pensei que tivesse uma cave onde aprisionasse pessoas para lhes arrancar as unhacas do pé direito. Um destes dias reparei num colar estranho que ele estava a usar, mas quem sou eu para discutir modas?

Pessoalmente tenho dois ou três conhecidos que enquadro nesta categoria de psicopatas em potência. Claro que nunca lhes confessarei tal coisa, mas qualquer programa que faça com eles desencadeia de imediato um protocolo de segurança, de forma a evitar um destino em que me veja privado da vida ou, pior, de partes anatómicas. Gostaria muito de te fornecer detalhes deste plano, mas nada me garante que tais amigos não leiam isto, pelo que não convém revelar o que me faz sobreviver a cada encontro.

E porque não terminas com essas amizades, perguntas tu com enfado. Porque, tal como referi no início, são psicopatas em potência, não quero ser eu a acender o rastilho que materializará tais impulsos. Por outro lado, não tenho a certeza que tenham mesmo essa tendência, podem apenas ter hábitos mais estranhos ou personalidades mais bizarras, quem sou eu para os julgar? Por outro lado, ao mantê-los por perto, posso sempre, de forma subtil, conduzir as suas psico-tendências para outros alvos que não eu.
 
Assim, se um dia eu te disser algo do género “Tens visto a Maria? Bem, fez uma tal dieta que agora cabe perfeitamente na nova arca-frigorífica da Bosch”, sim, possivelmente desconfio de ti.
 
Até sempre (espero),
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Cenas que me causam rugas em partes aleatórias do corpo

Está actualmente em exibição o novo filme do homem-aranha. Considerações cinematográficas à parte, ao visualizar o trailer tive uma espécie de flash, sinal de que alguma coisa não computou no meu cérebro.

Vamos por partes:
- O homem-aranha deve os seus poderes a uma picadela de uma aranha radioactiva, certo? Certo.
- Esta picada fez com que o seu corpo sofresse mutações, passando a ter várias das capacidades e características das aranhas, certo? Certo.
- Uma dessas características é a capacidade de produzir teias, certo? Certo.

Então porque raio as teias lhe saem pelos pulsos e não pelo mesmo sítio das aranhas? Bem sei que cinematograficamente não seria tão apelativo ver o homem-aranha a expelir teias pelo cu, mas seria bem mais verosímil! Claro que depois alguns criminosos mais sensíveis poderiam queixar-se das teias terem um cheiro estranho e não serem brancas, mas quem é que liga às queixas da ralé da sociedade?

Espero que se juntem a mim nesta cruzada para tornar o homem-aranha mais realista, a minha carta indignada já seguiu para os estúdios!
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 31 de maio de 2017

E narizes, não fazem?

Confessa lá, costumas ou não utilizar a expressão “fazer ouvidos de mercador”? Nem precisas de responder, esse enrubescer repentino já o fez por ti!

Esta é uma expressão bastante antiga, com mais de 17 anos, sendo que há pouco tempo captou a minha atenção.

É proferida quando se quer insinuar que alguém está a evacuar no que lhe dizem, não ligando pevide e fazendo-se de surdo ou desentendido. Ora tudo isto é muito bonito, se não fosse parvo. Comecemos pelo princípio: que raio é um mercador? Um comerciante? Um grossista? Um frequentador de mercados? Talvez seja tempo de actualizar esta expressão e substitui-la por uma profissão mais recente. Mas, se quiserem dar mesmo a ideia de alguém que se marimba no que lhe dizem, que tal substituir “mercador” por “ditador”, “adolescente” ou “morto”? Garanto que traduziria muito melhor a intenção.

Ainda mais porque tenho os comerciantes em conta de malta com os sentidos bem apurados. Nunca ouviram dizer que alguém tem olho para o negócio? Quem nos diz que não tem também ouvido? De que outra forma poderia ouvir a clientela e ajustar a sua oferta aos seus pedidos?

A não ser que esta expressão tenha surgido devido a um acidente. Imaginem um mercador que, por um motivo qualquer, tenha ficado sem uma orelha. Pode perfeitamente ter recebido um conselho “olha, vai ao Dr. Etelvino, consta que faz uns ouvidos de mercador à medida”.
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

sábado, 4 de março de 2017

Até sempre, Teté

Partiu a amiga, ficam as lembranças de uma linda amizade.

Nunca te esquecerei, Teté.

Um beijinho,
Jorge

PS: o Rafeiro manda-te um Rauf

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

And the Oscar goes to...


Infelizmente quando estava a fazer o discurso de agradecimento fui interrompido pela organização, com a informação que afinal o vencedor era a Lassie. Grandessíssima cadela...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado


PS: desenho feito pelo enorme Carlos Rocha. Muito obrigado e um grande abraço, amigo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Protege-te, elefante cor de rosa!

Pronto, tira lá esse ar incrédulo, vou finalmente escrever sobre esse acontecimento traumático que atingiu Portugal recentemente e que se destacou como um dos eventos que marcaram 2016: o encerramento do Elefante Branco.
Para as sete pessoas que não conhecem este estabelecimento, posso dizer-vos que era uma instituição histórica, onde imperava o relacionamento humano e a troca de experiências, muitas vezes com uma elevada componente internacional, num contexto de fluxo monetário unidireccional. Isso, uma casa de prostitutas.

Com o encerramento deste estabelecimento, abre-se um buraco na noite lisboeta, um entre muitos que ficam sem preenchimento à vista.

Tratando-se de um estabelecimento histórico e que seguramente tinha o seu papel na economia e tradição, não se percebe o silêncio e inacção do Governo. Por que raio não foram tomadas medidas para dinamizar o negócio, quando se percebeu que algo ia mal? Se existe o cheque-dentista para fomentar a higiene dentária dos portugueses, porque não criar o cheque-queca, para permitir aos machos lusos o desanuviar hormonal e assim prevenir a violência doméstica? Até se podia criar uma rubrica no IRS onde se pudesse descontar as despesas neste estabelecimento, tudo em nome de defender uma instituição secular!

A própria religião ficou a perder, pois desde que o Elefante Branco fechou, a quantidade de “ai meu Deus” que deixou de ser proferida é impressionante! E nem me vou referir à questão ecológica, pois é sabido que o elefante é um animal em vias de extinção. Os albinos, então, contam-se pelos dedos de um pé!

De um ponto de vista meramente teórico e retórico, fica aqui lavrada a minha indignação!
 
Até sempre,
Rafeiro Perfumado

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Hooo! Hoooo! Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!


Perto do Natal, eis o diálogo que aconteceu numa Repartição Pública longe de ti:

Funcionário Público: Senha 2!
Pai Natal: Sou eu, sou eu! Bolas, quatro horas de espera, já me devem ter rebocado o trenó.
FP: Então o que é que o senhor deseja?
PN: Olhe, tenho uma série de assuntos para tratar.
FP: Ui, não sei se é este o guichet certo…
PN: Mas eu ainda nem disse os assuntos!
FP: Pois, mas disse “série”, vamos lá a ver se consigo tratar disso antes do almoço.
PN: Bem, queria renovar a minha carta de condução e pagar o Imposto de Circulação do trenó.
FP: Pois, logo vi, não é aqui.
PN: Então é onde? Eu tirei a senha do “diversos”!
FP: Sim, mas o senhor não tem assuntos diversos, tem assuntos concretos. E por acaso traz a documentação toda?
PN: Documentação? Mas qual documentação?
FP: Olhe, assim de repente, no que toca ao trenó, vai precisar do Registo de Propriedade, do Boletim de Veterinária actualizado, do certificado da Inspecção Obrigatória e de prova do pagamento do seguro.
PN: Mas eu nunca tive essas coisas!
FP: Então temos o caso mal parado, vai pagar coimas pelos anos em atraso.
PN: Então esqueça o trenó por enquanto. E a minha carta de condução?
FP: Vamos ver. Tem a sua identificação?
PN: Mas o senhor não sabe quem eu sou?!?
FP: Aqui todos os cidadãos são iguais perante a administração pública.
PN: Porque é que sorriu ao dizer isso?!?
FP: Por (hi hi hi) nada, por (hi hi hi) nada! Ouça, como estamos no Natal vou tentar ajudá-lo. Primeiro vamos preencher a papelada. Nome completo, por favor.
PN: Pai Patranha das Grandes Natal.
FP: E a filiação?
PN: A minha filiação? Mas eu sou o Pai Natal!
FP: Está bem, mas até esse teve de ter um pai e uma mãe, certo? Isso de geração espontânea já não acontece há mais de 2000 anos!
PN: Bem, há quem diga que a minha mãe foi a Coca-Cola…
FP: A Coca-Cola?!? Então e o pai, não me diga que é o Dr. Pepper!
PN: Eu sei lá quem é o pai! Olhe, meta incógnito!
FP: Muito bem. Residência?
PN: Eu sou um cidadão do mundo!
FP: Olhe que o último que disse isso não lhe correu muito bem a coisa. Mas não tem uma morada?
PN: Pronto, na Lapónia.
FP: E isso fica em que distrito?
PN: Na Finlândia, claro!
FP: Pois, mas nós aqui só tratamos de cartas nacionais, para internacionais tem de ir ao guichet… ups, hora de almoço! Adeusinho!
PN: Adeusinho o catano, eu exijo ser atendido!
FP: Pois, eu também exigi uma PS4 no último Natal e tive de me contentar com umas meias de xadrez. Fui.

Até sempre e um feliz Natal, amigos rafeirosos!
Rafeiro Perfumado

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Só me apetece uivar…

Trump foi eleito presidente dos EUA.

Hoje é só isto, pois para texto cómico / trágico / ficção científica / fantástico / terror / suspense / histórico é mais que suficiente.

Até sempre (que é capaz de ser breve),
Rafeiro Perfumado